Treinamento e desenvolvimento: bons resultados não acontecem por acaso

No mundo corporativo, seja no ambiente das organizações, seja no plano profissional dos indivíduos, os resultados, positivos ou negativos não são obras do acaso ou de fatores subjetivos como sorte, azar, desejo, entre outros.

Estes elementos até podem exercer influência mas, não são suficientes para a constituição efetiva de performance. Os resultados são frutos daquilo que seja vislumbrado, planejado e construído.  No dito popular, colhe-se o fruto do que é plantado.

Neste sentido, como parte dos planejamentos no âmbito corporativo, é imprescindível um capítulo especial. Ele, quando levado a termo e de modo adequado, é de fundamental importância para a construção de um ambiente favorável ao surgimento de resultados positivos.

Falando mais especificamente, nos referimos ao Treinamento e Desenvolvimento (T&D). Através de uma cultura de sistematização dentro da estruturação organizacional, ele propiciará melhores condições para o crescimento das empresas e dos profissionais, inclusive na ordem inversa.

O cenário de T&D no Brasil

No Brasil, analisando dados da pesquisa “O Panorama do Treinamento no Brasil – Fatos, Indicadores, Tendências e Análises”, a cultura de Treinamento e Desenvolvimento Humano, embora venha tomando corpo só nos últimos anos, já vem se fixando em novos patamares que sejam ideais na dimensão de potencial que essa prática pode agregar ao desempenho vital das empresas.

Em 2016, segundo a pesquisa, o investimento médio das organizações brasileiras em T&D foi de 0,46% do faturamento bruto anual das companhias, contra 3,96% nos Estados Unidos. Em valores, no Brasil, a média de investimento anual por colaborador é de R$ 624,00 para desenvolvimento de profissionais, enquanto que a média norte-americana é de U$ 1.229,00.

Comparativamente, denota-se que, a despeito da disparidade do tamanho de ambas as economias, há ainda uma propensão menor para dispêndio de investimentos na atividade no Brasil. Mas também é importante reconhecer que está havendo evolução progressiva na cultura do País em treinar e desenvolver capacidades de acordo com a cultura e necessidades da casa.

Deste modo, em um cenário evolutivo de T&D no Brasil, os investimentos médios em crescimento evidenciam a preocupação progressiva e contínua das empresas em qualificar suas equipes em momentos desafiadores do mercado e formar times mais competitivos para períodos de necessidade de melhora da situação organizacional, visando alavancar desempenhos, sejam comercial, financeiro, administrativo ou operacional.  

Há outros dados relevantes: 40% dos investimentos em treinamento e desenvolvimento são destinados a treinamentos de lideranças e 47% dos recursos são destinados a parcerias em busca de serviços especializados.

São realizadas, em médias, 22 horas anuais de treinamentos por colaborador no País e a melhoria no clima organizacional é o indicador de resultado de T&D mais utilizado.

Outro dado positivo é que a pesquisa aponta um crescimento anual consecutivo das atividades de treinamento e desenvolvimento no Brasil. É grande o número de empresas que trabalham com Orçamento Anual de T&D, sendo que 82% das empresas com número de colaboradores entre 101 a 500 tem orçamento anual de T&D, apresentando uma tendência de crescimento ano a ano.

Em consonância à tendência dos departamentos de RH atuarem de forma estratégica e serem também vetores de resultados, as atividades de T&D ganham força.

Cada vez mais elas apresenta relevância no contexto empresarial, sendo hoje um item altamente especializado e diferenciado que a Vislumbre RH disponibiliza aos seus parceiros.

Armando Prado
Key Account Manager Vislumbre RH

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